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(Fonte: blackivoryy, via amortizing)

Eu e minha obsessão por rodas gigantes e suas voltas intermináveis

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Dizia o poeta

"O jeito, no momento, é ver a banda passar, cantando coisas de amor. Pois de amor andamos todos precisados, em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente. Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando."

Carlos Drummond de Andrade

matarneyphotography:

Beach Treasure, Jeffreys Bay, South Africa

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Desenho de Irana Gaia

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Pequenos segredos de um Grande Hotel

por Débora Nazari

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O melhor de poder ouvir uma história é que muitas vezes são histórias que contam outras histórias e mais outras histórias da história. Parece um começo confuso, ainda não dá pra saber quem é o vilão e quem é o mocinho. Todas as personagens são suspeitas e provavelmente estão escondendo um mistério. Esse é o caso de O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel) de Wes Anderson, afinal, nada melhor do que um hotel bem assombrado para começar o Era uma vez.

Sim, ele é cor de rosa, um verdadeiro glacê no pé da montanha, do qual a primeira vista é belo e intocável, mas te dá àquela vontade infantil de passar o dedo na borda para provar o gosto de neve com açúcar derretendo no céu da boca. Entretanto, por dentro ele esconde peculiaridades e personagens que só o imaginário em torno de hotéis mal assombrados ou não explicariam tal fascinação.

O Grande Hotel Budapeste conta além de uma história do Hotel, ele conduz a narrativa e trajetória de seus funcionários, aqueles que são parte da espinha dorsal da grande estrutura. A história passa em torno do concierge Monsieur Gustave H. (Ralph Fiennes), e Zero (Tony Revolori) ou o Loby Boy do local. Uma amizade que foi firmada em uma cena, passando do “Quem é você garotinho?” para “Ele já foi contratado pelo supervisor”. Assim, Zero, o garoto dos recados se torna mais que um ajudante, vira olhos, ouvidos, nariz e boca de seu patrão para satisfazer hóspedes e manter fluindo a energia do ambiente do Hotel.

M. Gustave por outro lado, deixa bem claro que é o neurônio por trás de todas as sinapses para que o Grande Hotel Budapeste funcione perfeitamente. Com classe e elegância que só os melhores concierges franceses entenderiam. Ele discursa nos diários sermões antes das refeições dos funcionários enquanto mantém no cômodo 4×4 que dorme lá naquele cantinho escondido, os segredos bem guardados e profundos desejos das senhoras que ele consola na temporada de veraneio.

M. Gustave é tão querido que além de ótimo concierge, oferece serviços particulares para senhoras ricas, viúvas, de alta classe e loiras. Mas por que loiras? Gosto não se discute. Por ser tão único, uma das viúvas ao falecer o deixou de herança o quadro Do menino com a maçã. Quadro esse em que o rosto pintado lembra tanto o rosto do presenteado. Quadro que se torna o pivô da corrida pelo valor sentimental X filhos invejosos da Madame.

Bom concierge é aquele que entende os devaneios, sonhos e corações partidos de suas Madames. M. Gustave não deixaria de roubar tal quadro sabendo que os filhos mesquinhos de Madame só pensariam na fortuna. Assim começa a aventura que parte do Grande Hotel Budapeste, para topos de montanhas, segredos escondidos entre bolos com glacê e companheiros de cela.

Durante o filme, torcemos para que a verdade prevaleça e M. Gustave saia da cadeia, afinal ele é mais que um concierge, ele faz parte da Sociedade das Chaves Cruzadas, pela moral dos hotéis e honra de seus hóspedes. Ele não perde a elegância de forma alguma, mantém perto aqueles que querem seu bem e que podem ajudá-lo a manter a memória de suas tão queridas amigas. Dessa forma que se prova a lealdade de Zero, pois começar como Loby Boy significa um grande passo para a carreira nos hotéis, desde que se una e apoie as pessoas certas ou como em seu caso, tenho um “padrinho” que o conduza para uma carreia de sucesso e amizade verdadeira.

O Grande Hotel Budapeste de longe é uma comédia, com cores vibrantes, ele espera que o espectador coma pelas bordas e saboreie em detalhes cada minúcia de seus personagens e pequenas histórias.

Você pode conferir esse e outros textos meus em: Soul Art

(via vanish)

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eumechamoantonio:

A dor é sempre uma cicatriz-coadjuvante das nossas escolhas.

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A dor é sempre uma cicatriz-coadjuvante das nossas escolhas.

Pra sempre

Pra sempre

(via amortizing)

(Fonte: ladyinterior, via vanish)

eumechamoantonio:

Com tantos erros por aí, às vezes, me pego corrigindo os meus acertos.

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Com tantos erros por aí, às vezes, me pego corrigindo os meus acertos.

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reflexões: mediações de conflitos na modernidade

por Débora Nazari

Era uma vez duas pessoas muito diferentes. Ele era quietinho, tinha talento nato para artes, um coração bondoso, mas infelizmente escondia muito seus sentimentos por medo de deixar as pessoas entrarem e descobrir seu lado mais sombrio. Ela por outro lado tinha um temperamento forte, e por culpa de ser muito mimada pela mãe, a rainha do sertão, tornou-se uma mulher que em alguns casos faz tempestade em copo d’água. Felizmente ela era uma boa pessoa e por gostar demais de bichinhos e pessoas, as vezes os sufocava com inúmeras perguntas ou abraços apertados.
Um dia o caminho de gliter dela é o caminho de ritmos dele se cruzaram. Foi paixão a segunda vista. Ele com um belo nariz e ela com um belo par de olhos. Se apaixonaram é claro, ele talvez pelo jeito falador dela de ser e ela talvez pelo jeito misterioso dele ser. Casal improvável, por isso é que funciona.
Se amam tanto que brigam por bobeiras, vai entender, afinal a vida não é conto de fadas, e sim um dia de cada vez com uma pedra e uma melodia no meio do caminho. Continua…